Reflexão de Ano Novo
(lá vem)
O último texto do ano.
Afetados pelo onipresente espírito cristão, eu e o Natal fizemos as pazes. Foi um acordo razoável: ele se prontificou a voltar só daqui a 12 meses e eu fiquei de implicar com ele só no ano que vem.
No fim a temporada dos presentes é a época das declarações sinceras surtirem bons efeitos. Tudo porque nos sentimos mais receptivos e menos desconfiados, e até certo ponto mais desinibidos na hora de distribuir palavras açucaradas. Nos últimos dias do ano, a sinceridade torna-se inofensiva, pois segue um código de regras que prevalece agora. A principal delas é exercer o princípio da paz e da cordialidade - ou será que alguém diz o quanto não suporta o outro em pleno fim de dezembro?
Nada como o champanhe, a orgia gastronômica e a bizarra e já tradicional distribuição de presentes dos Makiya para desarmar a eterna mania de dar o contra!
Agora começa a contagem regressiva para o início do próximo ano. E eu vou fazer o meu retiro espiritual de biquíni e filtro solar. A nave-praia vai me abduzir sem direito a tecnologias além do rádio e da máquina fotográfica. Vou elevar meus pensamentos e mentalizar um ano cheio de saúde, alegria, boas vibrações e energias do bem!
Nossa! Acho que já instalaram um chip esotérico no que restou do meu cérebro fadigado.
*** Feliz 2005 ***
Escrito por Escrito por Vivian Makia às 05h05
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